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Renato Freitas série Body & Soul fotografia
Renato Freitas série Body & Soul fotografia

Renato Freitas


Hoje, 14 de junho, quinta-feira, às 20 horas, o espaço cultural Blue Life, abre para convidados a exposição Body & Soul, do fotógrafo e cineasta Renato Freitas.
Brasileiro, ex-modelo fotográfico, Freitas desde 2002 vive e trabalha em New York.


Body & Soul não é uma exposição sobre a cidade. As fotos de 120x90 cm mostram homens e mulheres nus em poses várias. As fotos foram feitas no ano passado. Esta é a primeira vez que estão sendo expostas.

artes: conversou com Renato Freitas por telefone e e-mail. Abaixo as respostas do fotógrafo e cineasta às perguntas de Carlos von Schmidt.

 Renato Freitas série Body & Soul
Renato Freitas série Body & Soul fotografia

artes: - Como foi que você chegou à fotografia? Quando? Onde?
Renato Freitas - Meu primeiro contato com a fotografia foi como modelo, o que fiz por dez anos. Trabalhei com excelentes fotógrafos e diretores, sempre atento a luz, ângulo, etc. Fiz curso de fotografia em Londres e de cinema em Nova Iorque.

artes: - Fotografar para você que significado tem?
RF - Capturar um momento impar, eternizar em imagens algo que o olho comum não está atento.

 Renato Freitas série Body & Soul
Renato Freitas série Body & Soul fotografia

artes:- Você além de fotografar, também filma. Por favor, fale sobre seu primeiro documentário e o último. E as curtas metragens?
RF
- Eu sempre digo que sou um fazedor de imagens e uso as duas linguagens como veículo para poder expressar o que está em predominância em minha mente agora. Meu primeiro documentário foi sobre a vida de Bill West, uma das primeiras pessoas a ter o HIV nos Estados Unidos. Sua reação pessoal, com sua família, filho e com sua mãe. E sua visão no dia de hoje.
Quanto aos curtas, são extremamente experimentais, sempre em B&P. Não me restrinjo a narrativas e sim ao que quero que as pessoas vejam.

 Renato Freitas série Body & Soul
Renato Freitas série Body & Soul fotografia

artes: - De modo geral a fotografia é o caminho natural para se chegar ao filme. Se tivesse que optar entre fotografar e filmar qual seria a sua opção?
RF
- O filme nada mais é do que 24 fotografias por segundo. Então, fotografia!

artes: - Dos fotógrafos brasileiros qual o que você admira? E do exterior?
RF
- Respeito muito o trabalho de Sebastião Salgado, me amarro nas imagens do Vik Muniz. Richard Avedon, Herb Ritz e Mario Testino foram a minha inspiração. Thomas Ruff e Andreas Gursky são sempre uma inspiração também!

 Renato Freitas série Body & Soul
Renato Freitas série Body & Soul fotografia

artes: - Há quanto tempo você vive em New York? Como é sobreviver como fotógrafo em Manhattan? Você exerce outra função além de fotógrafo?
RF
- Já vivo fora do Brasil há 13 anos. Londres, Miami, Zurique e agora já estou 5 anos em NY. Dou graças a Deus todos os dias pelo privilégio de poder viver da minha arte!

artes: - O que o levou a fotografar Body and Soul, Corpo e Alma?
RF
- Minha inspiração foi minha busca espiritual, o que estou fazendo aqui neste mundo é a conscientização de que a matéria é apenas um veículo para transportar algo que nunca morrerá, que é a minha alma.

 Renato Freitas série Body & Soul
Renato Freitas série Body & Soul fotografia

artes: - Como foi o processo criativo de Body and Soul? Como você chegou a esse processo?
RF
- Convidei alguns bailarinos que conheço em NY e Londres para participarem do projeto. Cobri o corpo deles de argila e usei dupla exposição de negativo para conseguir o efeito de dupla imagem.

artes: - Você disse que “Nossos olhos são o espírito da alma”. Em Body and Soul as suas personagens estão sempre de olhos fechados. Por quê? De olhos abertos faria diferença?
RF
- Faz muita! Exatamente para terem a mesma importância entre o corpo e a alma, e o expectador é quem decide qual é o corpo e qual é a alma!

 Renato Freitas série Body & Soul
Renato Freitas série Body & Soul fotografia

artes: - Seus modelos de modo geral são bonitos, jovens e saudáveis. Você interfere na beleza corporal destruindo-a, deformando-a. Por quê?
RF
- Não é um processo desconstrutivo mais sim um processo de distanciamento da realidade tornando-os estátuas por assim dizer, tirando um pouco a humanidade dos dançarinos.

artes: - Por favor, fale sobre a fotografia no mercado de arte nova-iorquino e de sua participação nesse mercado. E em Paris? Você é representado pela Galerie Waltman. Como é? Como funciona?
RF
- O mercado de fotografia de arte em Paris e New York já está mais estabelecido, os colecionadores investem muito em fotografia. No Brasil é um mercado ainda novo. A Galerie Waltman me representa na Europa e a Holly Hunt nos Estados Unidos.

artes: - O que você tem a dizer sobre a fotografia no mercado de arte paulistano?
RF
- Não conheço bem para poder falar, mas agradeço aos colecionadores que já possuem meus trabalhos! Thank you!


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