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Cerâmica inca pré colombiana  Batatas  Museu da Batata Frita
Cerâmica inca pré colombiana Batatas Museu da Batata Frita

 

Museu da Batata frita

Até ontem se alguém me perguntasse se conhecia o Museu da batata frita responderia que não ou mandaria o perguntador plantá-la. Museu da Batata? Frita? Só pode ser gozação. Piada.

Não é! Hoje, melhor informado responderia que estou a par. O museu existe. Abriu suas portas dia 1º de maio na cidade medieval flamenga de Bruges, a 96 quilômetros da capital belga, Bruxelas. É o Frietmuseum. Fica na Vlamingstraat,33. O ingresso custa 6 euros.
Foi idealizado e criado pelos van Belle, Eddy e Cédric, pai e filho. Ambos dizem que o museu só podia ser na Bélgica, “país que criou a batata frita”. Em 1700.

Instalado no Saaihalle, prédio do fim do século 14, 1399, o mais antigo de Bruges, o Frietmuseum, Museu da Frita, em flamengo, tem como função principal demonstrar que a batata frita é uma invenção belga.

Para isso a história da batata, do seu nascimento no Peru, 15.000 AC, até a chegada à Europa, levada pelas tripulações espanholas de Colombo e outros navegantes é contada através de textos, documentos, objetos, pinturas, fotografias, filmes, cerâmicas e outros.
A história que o museu conta chega até nossos dias. Mostra a presença da batata frita na literatura e na arte belga. Entre os objetos artísticos estão cerâmicas incas pré-colombiana e grandes esculturas que decoram os frietkot, quiosques que existem em todas as praças belgas. Vendem batata frita. Em cones como os de sorvete.
Explica por que a batata frita belga é chamada em inglês french fries, fritas francesas. Era assim que na Primeira Grande Guerra Mundial, 1914 a 18, nos portos belgas os soldados americanos e ingleses pediam a batata frita. Os belgas alem do flamengo falam francês.

Outras informações falam do plantio da batata, de como colhê-la,
fritá-la. Após percorrer o Museu da Frita o visitante poderá comer no bar do museu vários pratos em que a batata domina. Além, é claro, de batata frita. Para quem gosta um prato cheio.

São Paulo, 3 de maio de 2008 16H06
Escrito por Carlos von Schmidt




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