 Fachada de muro vegetal idealizado por Patrick Blanc. Foto de Yves Bellier
Aos pés da Torre Hoje, às nove da manhã em Paris, o Presidente da República da França, Jacques Chirac, inaugurou o Musée du quai Branly, Museu do cais Branly.
Localizado no centro da cidade, aos pés da Torre Eiffel, às margens do Sena, o novo museu está em um terreno de 400 por 120 metros, entre as avenidas de La Bourdonnais e Rapp, o Cais Branly e a Rue de l’Université.
O museu reúne as coleções do Museu do Homem, do Trocadero, do Museu de Arte Africana e da Oceania, da Ásia e das Américas, da porte Dorée.  Caixas suspensas na fachada do Museu abrigarão peças particularmente raras. Foto de Nicolas Borel O projeto arquitetônico é de Jean Nouvel. Isso significa o que há de melhor em arquitetura hoje na França. Construído sobre pilotis, a dez metros do solo, protegido por uma paliçada de vidro de 200 metros de comprimento por 12 de altura e por 180 árvores de 15 metros de altura, o museu surpreende pela beleza e por sua arquitetura funcional.  Guardião de relicário ngoluou Gabão 1886 Não tem nada a ver com a do Beaubourg ou com a do Guggenheim de Bilbao. É outra coisa. Não quer chamar a atenção nem épater le burgeois, embasbacar o burguês. Além das árvores, 15 mil plantas, isto é, 150 espécies de todo mundo, fazem parte do cinturão verde, dos jardins criados por Gilles Clémen.  Máscara Cara Grande Amazônia Ao inaugurar o museu o presidente Jacques Chirac lembrou que o acervo artístico das civilizações representadas originou-se de “povos brutalizados, exterminados por conquistadores ávidos e brutais.
Povos ainda hoje frequentemente marginalizados, fragilizados, ameaçados pelo avanço inexorável da modernidade...” “É preciso compreender o valor imensurável dessas culturas diferentes, às vezes sufocadas, frequentemente ameaçadas. Essas “ flores frágeis da diferença”, como evoca Claude Levi-Strauss , e que é preciso a todo custo preservar”.  Teto pintado por aborígena australiano John Mawurndjul. Foto: Nicolas Borel Para Chirac o Musée du quai Branly significa a realização de uma idéia que teve em maio de 1995 e que onze anos depois é uma realidade.
O governo francês investiu na construção do museu 253 milhões e 200 mil euros, mais de 715 milhões de reais. Anualmente de 30 a 35 milhões de turistas visitam a França. Enquanto no Brasil, em São Paulo, o Masp tem a luz cortada por falta de pagamento, na França, em Paris, inaugura-se um museu dessa grandeza. É isso que faz a diferença entre primeiro e terceiro mundo.
A partir de sexta-feira, dia 23, o museu estará aberto à visitação pública, de terça a domingo das 10 às 18 horas.
São Paulo 20 de junho de 2006 13 horas Carlos von Schmidt
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